Autismo - dados atuais e contextos importantes - Larissa Wider - Psicóloga

Autismo – dados atuais e contextos importantes

Dentre os diferentes transtornos do neurodesenvolvimento encontra-se o Transtorno do Espectro Autista (TEA) que se manifesta em grande parte dos casos, antes dos três anos de idade.
Os sintomas se apresentam em dois grandes domínios, comunicação e interação social, e padrões de atividades e interesses restritos e repetitivos.
O diagnóstico é realizado quatro vezes mais no sexo masculino do que no feminino, sendo o feminino mais sujeito a apresentar deficiência intelectual concomitante (APA, 2014).
No Brasil um estudo realizado no estado de São Paulo sobre o TEA, indicou prevalência de 2,7 casos a cada 1.000 nascimentos (Paula, Ribeiro, Fombonne, & Mercadante, 2011).
Cerca de 2,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas em 2022; estimativas chegam a quase 6 milhões. 
Nos EUA 1 em cada 31 crianças de 8 anos é diagnosticada com TEA  — crescimento contínuo desde 1 em 150 no ano 2000.
Em abril de 2025, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) divulgou que 1 em cada 31 crianças nos Estados Unidos foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Este aumento representa um crescimento significativo em relação aos dados anteriores e reforça a importância do diagnóstico precoce.
Como os EUA sempre estão pesquisando sobre os diagnósticos realizados em seu país, eles possuem uma estimativa mais real que a do Brasil. 
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) é uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos que trabalha na proteção da saúde pública e da segurança da população, provendo informações para embasar decisões quanto à saúde e promove esta através de parcerias com departamentos estaduais de saúde e outras organizações.
Esse salto de aproximadamente 300% reflete critérios diagnósticos mais amplos, maior conscientização e melhor acesso a informações e serviços.
Autismo é quase 4 vezes mais diagnosticado entre meninos que meninas. 
A maior parte do risco é genética (aproximadamente 80%), com influência indireta de fatores ambientais.

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